A cultura empresarial como base do código de conduta

          A existência de um programa ou a criação da área de compliance não muda a cultura de uma empresa nem o comportamento de seus colaboradores. É importante a mudança de cultura empresarial, sendo de suma importância o suporte da alta gestão.
          Culturalmente, ao apresentar ética para uma criança a tendência é que o honesto seja caracterizado por tudo aquilo que é bonito, inteligente e legal, a exemplo os mocinhos dos desenhos animados. Por outro lado, o desonesto é materializado pelo feio, burro e chato.
          No âmbito corporativo, é necessário que uma Organização crie padrões de ética e conduta. Ou seja, regras, políticas, orientações e procedimentos com o objetivo de prevenir e detectar irregularidades. De relevo ressaltar que qualquer procedimento deve ser de fácil compreensão e, ainda, aplicação possível na rotina de trabalho.
          Indubitável que cada empresa possui suas peculiaridades. Por isso, é importante salientar que a elaboração de qualquer material escrito, seja ele um Código de Conduta, um guia ou ainda orientações voltadas especificamente ao compliance, precisa levar em conta a estrutura da empresa a que este material se destina.
          O Código de Conduta deve ter coerência, na medida que externa os padrões de condutas esperados e que devem ser seguidos. É imprescindível, portanto, que seja a materialização do posicionamento da Organização.     Quando elaborado com cautela é um facilitador do Programa de Compliance, aumentando a eficiência e resultando na melhora do fluxo de trabalho. É o alinhamento de práticas e políticas, com o objetivo de refletir a cultura e identidade corporativa da empresa.
          Conclui-se que o comprometimento e suporte da alta gestão resultará na criação de um processo adequado para a tomada de decisões, evitando, consequentemente, a cegueira ética.